18 de maio de 2011

Nicho do Bem


Ser Nicho não é sinônimo de ser ruim ou dar prejuízo.

Lendo um post muito interessante no blog dos cavaleiros insones senti o desejo incontrolável de redigir este post.

Lembrando da minha época de mestrado em Engenharia de Produção...

Várias vertentes da Administração pregam exatamente que as empresas busquem diferenciar seus produtos, busquem estratégias para descobrir e explorar nichos. O que pode ser obtido fazendo uma análise criteriosa em busca de novas necessidade de mercado. Averiguando sua entrada em mercados subexplorado (como o RPG - em minha opinião), ou simplesmente mudando algum aspecto do produto já comercializado permanecendo assim dentro do mesmo mercado mais com algo de inusitado em seus produtos.

Este esforço por diferenciar-se da concorrência (criando ou entrando em um mercado de nicho) poderia voltar-se pro RPG. Como por exemplo:

Editoras que já trabalham com histórias em quadrinho poderiam introduzir RPG pra molecada bem jovem. Com um RPG simples baseado nos seus sucessos editoriais. A molecada instintivamente deseja “ser” determinado personagem ou “viver” determinada aventura que eles lêem nos quadrinho. Isso é suficiente para despertar o desejo por comprar e jogar RPG. Aqui fica evidente que não estaríamos disputando mercado com as editoras ou estúdios específicos de RPG. Estaríamos ampliando mercado e não dividindo mercado!

Livrarias poderiam incentivar RPG e conseqüentemente ampliar suas vendas promovendo eventos voltados para o público que joga RPG. Fazendo algo como o pessoal do RPG Pará faz em parceria com a Saraiva. Vale ressaltar que só o fato de termos livros de RPG disponíveis na livraria já ajuda bastante na ampliação do mercado. Aqui estaríamos ampliando mercado por disponibilidade e por divulgação. Neste caso as editoras já consolidadas levariam vantagem.

Lojas de brinquedos poderiam abrir espaço em suas prateleiras para Bordgames e RPG. Porque não? Afinal RPG NÃO é exclusivamente para superdotados. E sim para quem quiser brincar de faz de conta!

Explorando este sentido de brincar de faz de conta, nunca entendi porque não podemos aprender RPG na escola. Já imaginaram o que aconteceria se uma em cada dez escolas resolvesse apostar em propostas pedagógicas que fizessem uso da ferramenta RPG? Vibro de alegria só de pensar...

Tenho certeza que vocês 1D10-4 leitores podem pensar em novas maneiras de criar, comercializar e lucrar com este mercado de nicho que é nosso RPG.

4 comentários:

  1. Ideias muito interessantes, Ellayne. RPG é um mercado que tem muito a ser explorado no Brasil, e acho que iniciativas independentes vão auxiliar muito na divulgação do hobby. E, quem sabe, daqui a pouco não vemos alguns RPGs nas estantes das principais lojas de brinquedos.

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  2. Caro Clérigo,

    Lancei as idéias para fomentar o debate e principalmente para enfatizar que o fato de nosso Hobby ser um mercado de nicho não é necessariamente ruim como alguns poderiam imaginar. Na verdade a maioria dos hobbys são mercados de nicho.

    Falta talvez um pouco mais de ousadia por parte de algumas empresas que já atuam no mercado focado em diversão infanto-juvenil.

    Obrigada pelo comentário e vamos jogar RPG!

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  3. Eu acho q o problema é a cegueira do nosso mercado, com relação as coisas correlatas. Aqui lançam um filme blockbuster como tropa de elite e ninguém vê camisetas e bonecos do cap. nascimento.

    E também aqui é tudo feito "pra quiança"...

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  4. kkkkkkk

    Pois é Danielfo, existem muitas maneiras interessantes de fazer um mercado de nicho ser financeiramente atrativo, basta imaginação - algo que não falta aos RPGistas. Acho que vou virar empresária...este nicho é bacana e o mercado tem bastante espaço pra crescer...as quianças crescem e viram jogadoras de RPG!

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A CULPADA

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Sou Ellayne Medeiros da Silva, Engenheira Eletricista formada na Universidade Federal de Campina Grande, especialista em planejamento pela Universidade Federal do Amazonas

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